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Armagedom, a desesperada luta final

por Daniel Silveira

 

Há uma citação surpreendente que indica uma missão especial de israelitas literais:

EGW Às dez tribos, desde muito, rebeldes e impenitentes, não foi dada nenhuma promessa de completa restauração de seu anterior domínio na Palestina. Até o fim do tempo eles deviam ser “errantes entre as nações”. Mas por intermédio de Oséias foi dada uma profecia que punha perante eles o privilégio de ter uma parte na restauração final que deve ser feita para o povo de Deus no fim da história da Terra, quando Cristo aparecerá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Por muitos dias”, o profeta declarou, as dez tribos deviam ficar “sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim”. “Depois”, continuou o profeta, “tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao Senhor, e a Sua bondade, no fim dos dias”. Oséias 3:4, 5. PR 153.4

Com efeito, os cento e quarenta e quatro mil há doze mil de doze tribos de Jacó (Apocalipse 7:4-8). Poderia ser que as bases desse grupo seleto estariam em israelitas literais, e outros, não-israelitas, vindo a se enquadrar em uma dessas tribos?

EGW Haverá muitos conversos entre os judeus, e esses conversos ajudarão a preparar o caminho do Senhor, e fazer no deserto caminho direto para nosso Deus. Judeus conversos hão de ter parte importante a desempenhar nos grandes preparativos a serem feitos no futuro para receber a Cristo, nosso Príncipe. Nascerá uma nação em um dia [Is 66:8]. Como? Por homens que Deus designou se converterem à verdade. Ver-se-á “primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga”. Cumprir-se-ão as predições da profecia. Ev 579.1

Leiamos o capítulo 13 de 2 Esdras. Nele, se descreve a destruição de inimigos de Deus e a reunião das dez tribos de Israel, e sua viagem a um lugar distante para aprenderem a guardar corretamente a lei de Jeová:

 

Sonho do homem que sai do mar

13.1 E aconteceu que depois de sete dias, tive um sonho de noite:  

13.2 E eis que se levantou um vento do mar, que moveu todas as suas ondas.  

13.3 E olhei, e eis que aquele homem se fortaleceu com os milhares do céu; e, voltando-se ele para olhar, tremiam todas as coisas que se viam debaixo dele.  

13.4 E sempre que a voz saía de sua boca, todos os que ouviam sua voz queimavam, assim como a terra desmorona quando sente o fogo.  

13.5 E depois disso eu olhei, e eis que se juntou uma multidão de homens inumeráveis, dos quatro ventos do céu, para subjugar o homem que saíra do mar. 

13.6  Mas eu vi, e eis que ele havia escavado uma grande montanha e voou sobre ela.  

13.7 Mas eu tentei ver a região ou lugar onde a colina foi esculpida, e não pude.  

13.8 E depois disso eu vi, e eis que todos os que estavam reunidos para subjugá-lo estavam com muito medo, e ainda resistiam à luta.  

13.9 E eis que, ao ver a violência da multidão que chegava, ele não levantou a mão, nem empunhou a espada, nem qualquer instrumento de guerra. 

13.10 Mas somente eu vi que ele enviou de sua boca como se fosse uma rajada de fogo, e de seus lábios um hálito flamejante, e de sua língua ele lançou faíscas e tempestades.  

13.11 E todos se misturaram; a rajada de fogo, o hálito flamejante e a grande tempestade; e caiu com violência sobre a multidão que estava preparada para lutar, e queimou todos eles, de modo que de repente de uma multidão inumerável nada foi percebido, mas apenas poeira e cheiro de fumaça: quando vi isso, fiquei com medo.  

13.12 Depois vi o mesmo homem descer da montanha e chamar outra multidão pacífica.  

13.13 E muita gente veio ter com ele, pelo que alguns se alegraram, outros se entristeceram, e alguns deles foram amarrados, e outros trouxeram alguns dos que foram oferecidos; então eu estava doente de grande medo, e eu acordei, e disse:  

13.14 Mostraste ao teu servo estas maravilhas desde o princípio, e consideraste-me digno de receber a minha oração.  

13.15 Mostra-me agora ainda a interpretação deste sonho.

13.25 Este é o significado da visão: Enquanto viste um homem subindo do meio do mar:  

13.26 Este é aquele a quem Deus, o Altíssimo, guardou um grande tempo, que por si mesmo livrará sua criatura; e ele deve ordenar aqueles que são deixados para trás.  

13.27 E quanto ao que viste que da sua boca saiu um sopro de vento, e fogo, e tempestade;  

13.28 E que ele não empunhava espada, nem qualquer instrumento de guerra, mas que a investida dele destruiu toda a multidão que veio para subjugá-lo; esta é a interpretação:  

13.29 Eis que vêm os dias em que o Altíssimo começará a livrar os que estão sobre a terra.  

13.30 E ele virá para o espanto dos que habitam na terra.  

13.31 E um se engajará a lutar contra o outro, uma cidade contra a outra, um lugar contra o outro, um povo contra o outro, e um reino contra o outro.  

13.32 E chegará o tempo em que estas coisas acontecerão e os sinais que eu te mostrei antes acontecerão, e então meu filho será declarado, a quem viste como um homem ascendendo.  

13.33 E quando todo o povo ouvir a sua voz, cada homem deverá em sua própria terra deixar a batalha que travam um contra o outro.  

13.34 E uma multidão inumerável se reunirá, como tu os viste, desejando vir e vencê-lo pela luta.  

13.35 Mas ele estará no topo do monte Sião. 

13.36 E Sião virá e será mostrada a todos os homens, sendo preparada e construída, como tu viste a colina esculpida por mãos.  

13.37 E este meu filho repreenderá as invenções perversas daquelas nações, que por sua vida perversa caíram na tempestade;  

13.38 E porá diante deles seus maus pensamentos e os tormentos com os quais começarão a ser atormentados, que são como uma chama; e ele os destruirá sem trabalho pela lei que é semelhante a mim.  

13.39 E quanto ao que viste que ele reuniu outra multidão pacífica para si;  

13.40 Essas são as dez tribos, que foram levadas cativas para fora de sua própria terra no tempo do rei Oseias, a quem Salmanasar, rei da Assíria, levou cativo, e ele os carregou sobre as águas, e assim eles entraram em outra terra.  

13.41 Mas eles tomaram este conselho entre si, que eles deixariam a multidão dos pagãos, e foram para um país distante, onde a humanidade nunca habitou, 

13.42 Para que eles pudessem guardar seus estatutos, que eles nunca guardaram em sua própria terra.  

13.43 E eles entraram no Eufrates pelas passagens estreitas do rio.  

13.44 Pois o Altíssimo então mostrou sinais para eles, e parou o dilúvio, até que eles tivessem passado.  

13.45 Pois por aquele país havia um longo caminho a percorrer, ou seja, de um ano e meio: e a mesma região é chamada Arsarete.  

13.46 Então eles habitaram lá até o último tempo; e agora, quando eles começarem a vir,  

13.47 O Altíssimo reterá as fontes da corrente novamente, para que possam passar: portanto viste a multidão com paz.  

13.48 Mas os que ficaram do teu povo são os que se encontram dentro das minhas fronteiras.  

13.49 Agora, quando ele destruir a multidão das nações que estão reunidas, ele defenderá seu povo que resta.  

13.50 E então ele lhes mostrará grandes maravilhas.  

13.51 Então eu disse, ó Senhor que governas, mostra-me isto: Por que eu vi o homem subindo do meio do mar?  

13.52 E disse-me: Assim como tu não podes procurar nem conhecer as coisas que estão no fundo do mar, assim também nenhum homem na terra pode ver meu filho, ou aqueles que estão com ele, senão durante o dia.  

13.53 Esta é a interpretação do sonho que viste, e pelo qual apenas tu és aqui iluminado.  

13.54 Pois abandonaste o teu próprio caminho, e aplicaste a tua diligência à minha lei, e a buscaste.  

13.55 Tua vida ordenaste com sabedoria e chamaste de mãe o entendimento.  

13.56 E, portanto, eu te mostrei os tesouros do Altíssimo: depois de outros três dias te falarei de outras coisas e te anunciarei coisas poderosas e maravilhosas.  

13.57 Então saí para o campo, louvando e agradecendo muito ao Altíssimo por causa de Suas maravilhas que ele fez no tempo;  

13.58 E porque Ele governa o mesmo, e as coisas que caem em suas estações; e ali eu sentei três dias.  

 

Por ocasião da guerra mundial (v. 31), uma pessoa é fortalecida pelas visões do céu e, quando o vêem, as nações param de lutar uns contra as outras e vão atacá-lo.

Davi

 

EGW Mas por intermédio de Oséias foi dada uma profecia que punha perante eles [as dez tribos] o privilégio de ter uma parte na restauração final que deve ser feita para o povo de Deus no fim da história da Terra, quando Cristo aparecerá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. “Por muitos dias”, o profeta declarou, as dez tribos deviam ficar “sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim”. “Depois”, continuou o profeta, “tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao Senhor, e a Sua bondade, no fim dos dias”. Oséias 3:4, 5. PR 153.4

 

Davi aparece como figura líder desse grupo. A mensagem da igreja a Filadélfia é dada por aquele que tem “a chave de Davi” (Ap 3:7), ou seja, “a chave da casa de Davi” (Is 22:22). “Sobre seus ombros”, indica responsabilidade, o governo está sobre seus ombros (Is 9:6). A chave que abre a casa de Davi, para que se possa entrar e governar. E depois sair dela, pois 2 Esdras 13.46-47 diz que uma parte das dez tribos vai voltar à sua terra, talvez para anunciar o Alto Clamor aos seus compatriotas.

Quem seria esse Davi? Seria o Davi histórico, que ressuscitaria? 

Pode ser, pois ele não ressuscitou junto com Cristo.  Pedro diz que ele ainda estava enterrado com eles por ocasião do Pentecoste (At 2:29). De fato, Ellen White diz que o profeta Daniel vai ressuscitar antes da ressureição especial, e antes do alto clamor:

EGW Um grande trabalho será feito em pouco tempo. Em breve será dada uma mensagem designada por Deus que se transformará em um alto clamor. Então Daniel se colocará em seu lugar para dar seu testemunho. Lt 54, 1906, par. 8

Portanto pode muito bem ser que Davi também ressuscite para governar o povo de Deus. 2 Esdras 2.23 diz que se Esdras for fiel, “eu te darei o primeiro lugar na minha ressurreição.”

Em Ezequiel 37, antes de falar sobre a restauração de Davi, mostra a visão dos ossos secos que revivem, alusão aos fiéis de Israel que Deus vai ressuscitar (verso 12). A terra dará à luz em um só dia (Isaías 66:8). 

Deus prometeu a Davi que lhe edificaria uma casa (1 Crônicas 17:10) e o governo temporário de Davi se reflete em Isaías 22:22, onde diz que abre uma porta e depois fecha, e que o prego é fincado e depois vai ceder. É quando os filhos que Deus reuniu (Is 66:8) vão saír para o alto clamor (Is 66:19).

Nos últimos dias, será travada uma batalha entre o rei que vem do norte, Gogue e seus pelotões (Ezequiel 38 e 39), contra o povo de Deus que foi ressuscitado no capítulo anterior, em Ezequiel 37. Gogue não pode ser uma referência a Satanás, pois na última ressurreição dos ímpios, Apocalipse 20:8 diz que Satanás vai sair para enganar a Gogue e as nações. Tampouco pode ser um personagem que só vive depois dos mil anos, pois ali as pessoas vão ser ressuscitadas, já vão ter vivido nesta terra antes. Ellen White diz que após os mil anos Satanás é auxiliado pelos líderes de guerra que viveram aqui na terra (GC 664.1).

A segunda besta de Apocalise 13 (Estados Unidos) exalta a primeira (Papado). Os aliados dos Estados também estão nessa missão. O braço militar do ocidente, a OTAN, significa Organização do Tratado do Atlântico Norte. Repare que esses judeus são atacados por Gogue que vem da terra do norte (Ez 38:15 e 39:2). O rei do norte (Roma, defendida e exaltada pelo Atlântico Norte e todo Ocidente) vai atropelar o rei do sul. Se ele quiser usar a Turquia como ponta de lança para essa batalha, não é tão importante. 

O rei do sul espiritualmente se chama Sodoma e Egito. Essa tocha a certa altura foi empunhada pela França (GC 269.2). Por quais potências a tocha do ateísmo e comunismo é empunhada hoje? Pela China e Rússia (Lembre-se que a Rússia é a ex União Soviética comunista, e aliada da China. Ambos compões os líderes do chamado sul global). Esse eixo “egípcio” vai lutar contra o rei no norte no fim do tempo (Daniel 11:40). A terra gloriosa vai ser destruída (Ezequiel 38:8), onde finalmente vai acontecer a batalha do Armagedom. Além disso, em 2 Esdras 13.31 diz que além de um reino contra outro, também vão lutar “um contra o outro, uma cidade contra outra, um lugar contra o outro”.  Nós vemos essa polarização entre direita e esquerda políticas em virtualmente todos países do mundo, e as tensões estão escalando, até que culmine em luta aberta. Mas isso ainda não é o Armagedom, ainda não é o fim.

 

O Armagedom

A batalha de Ezequiel 38 será travada entre:

  • O mal: Gogue, as pessoas de do reino de Magogue (Ez 38:1), e muitos povos com ele (Ez 38:15). É o mesmo rei norte de Daniel 11:40f. 
  • O bem: O povo de Deus, os 144.000 que são das doze tribos (Ap 7:4)
    • Israel segundo a carne que vai ressuscitar, que a terra deu à luz (Ezequiel 37, Is 66:8).
    • Judeus biológicos fiéis espalhados por todo o mundo. Não segundo a linhagem materna, como os judeus o contam hoje, mas paterna; esse é o método bíblico. Isso quer dizer que muitos judeus praticantes hoje, não são judeus para com Deus. E muitos que não o suspeitam, são sim judeus, espalhados por todo o mundo. Miqueias 5:7 diz: “E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens.” Portanto haverá surpresas. E Isaías 66:8 menciona que nascerá uma nação num só dia,  e conforme vimos, aqui se trata de “judeus conversos” Ev 579.1. Rm 11:15. 
    • Alguns adventistas (não judeus) podem se salvar. Ramos da oliveira brava podem ser enxertados na oliveira natural.

A mensageira do Senhor associa o Armagedom à vinda de Cristo sobre o cavalo branco de Ap 19.

EGW Em breve será travada a batalha do Armagedom. Aquele em cuja vestimenta está escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, conduz os exércitos do Céu montados em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. EF 251.4

Que evidências inspiradas indicam que a batalha de Gogue é o Armagedom? 

Apocalipse 16:16 diz que o os exércitos desse mundo se reunirão num lugar geográfico contra o povo de Deus, e Jesus vem libertá-los, Ap 19. Veja os paralelos entre Ez 38-39 e Ap 19:

  • No final de ambas batalhas, são chamadas aves para comerem as carnes dos mortos (Ez 39:17 e Ap 19:17);
  • Jesus vem batalhar por seu povo com a espada que sai da sua boca, que é a palavra que Deus fala (Ez 39:5, Ap 19:15);
  • Jesus vem de cavalo (Ap 19:11), Gogue e seu exército vêm montados em cavalos (Ez 38:15). 

EGW Quatro poderosos anjos detêm os poderes da Terra até que os servos de Deus sejam selados na fronte. As nações do mundo estão ansiosas por conflitos, mas são refreadas pelos anjos. Quando for removido esse poder moderador, virá um tempo de aflição e angústia. Serão inventados mortíferos artefatos de guerra. Navios com seu carregamento de seres humanos serão sepultados no grande abismo. Todos os que não têm o espírito da verdade se unirão sob a liderança de instrumentalidades satânicas, mas deverão ser mantidos sob controle até que chegue o tempo para a grande batalha do Armagedom. — EF 238.3

Os judeus que foram espalhados, voltarão, após sua ressurreição, aos montes de Israel (Ez 37:22). São judeus fiéis, portanto podem ser considerados reis (assim como em Ap 1:6. Veja também: EGW Os pais e mães que possuem um pedaço de terra e um lar confortável, são reis e rainhas. VC 27.1)

Para eles passarem da Assíria para os montes de Israel, o Eufrates têm que se secar.

Apocalipse 16:12 O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente. 13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. 14 Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. 15 (Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.) 16 E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

A sexta taça é a primeira a ser derramada, ela claramente antecede a sétima, e é na sétima que se termina o tempo de graça geral. Nela, Jesus diz: “está terminado”. O Armagedom é uma batalha literal, física, bélica, entre reis da terra e os verdadeiros reis, os que são reis à vista de Deus. Satanás influencia os líderes do mundo a congregarem (Ap 16:14) no Oriente, para lutar contra esses fiéis.

A sexta e sétima taça são as primeiras a serem derramadas. Isso certamente seria uma surpresa para a maior parte dos cristãos. Antevendo isso, Jesus diz logo ali, em Ap 16:15, “eis que venho como ladrão.” A serva do Senhor também prevê esse elemento surpresa:

EGW Anjos maus unem seus poderes com homens maus, e, como têm estado em constante conflito e obtido uma experiência nos melhores métodos de engano e combate, tendo-se fortalecido durante séculos, eles não capitularão na última grande contenda sem uma luta desesperada. O mundo inteiro estará de um lado ou do outro da questão. Será travada a batalha do Armagedom, e esse dia não deverá encontrar nenhum de nós adormecido. Ma 260.3

Outro indício que a sexta e sétima taça vêm primeiro: repare que é depois de ser derramada a sétima taça, que Deus se “lembra” de Babilônia para dar os seus castigos (Ap 17:19). A quinta taça atinge o trono da besta (Babilônia) por isso a quinta não pode vir antes da sétima.

O alto clamor vai desencadear tanta raiva nos ímpios, Satanás ajuntará os reis da terra os povos para lutar o Armagedom:

EGW Precisamos estudar o derramamento da sétima taça. Os poderes do mal não darão por encerrado o conflito sem uma peleja. Mas a Providência divina tem uma parte a desempenhar na batalha do Armagedom. Quando a Terra for iluminada com a glória do anjo de Apocalipse dezoito, os elementos religiosos, bons e maus, despertarão do sono, e os exércitos do Deus vivo tomarão o campo. Ma 260.2

O Armagedom portanto é uma resposta ao alto clamor. Quando Deus chama seu povo a sair de Babilônia, vai tomar alguns deles para serem parte dos 144.000, sacerdotes, que seguem o Cordeiro (Is 66:21).

Terminando o alto clamor, cada pessoa já tomou sua decisão, já não há graça. Jesus disse “está terminado” e seguem-se teremoto e saraivada (Ap 16:18-21), os mesmos que atormentam Gogue em Ezequiel 38:19-22).  Começa o tempo de angústia qual nunca houve (Dn 12:3). 

 

Os dois retornos de Jesus 

Miguel se levanta (encerramento da graça, Dn 12:1, At 8:56), diz “está feito”, sai do santíssimo e vem à terra lutar o Armagedom por nós. Ele vem com muitas coroas sobre a cabeça, para já coroar algumas pessoas (Zc 6:11-14). 

EGW Vi uma nuvem flamejante aproximar-se de onde Jesus estava. Então Jesus… tomou o Seu lugar na nuvem que O levou para o oriente, onde ela apareceu primeiro aos santos na Terra — uma pequena nuvem escura que era o sinal do Filho do homem. Enquanto a nuvem passava do Santíssimo para o oriente, o que levou vários dias, a sinagoga de Satanás adorava prostrada aos pés dos santos.  Ma 291.8 (Filadélfia, Ap 3:9)

Jesus Cristo vem sobre um cavalo, isso denota urgência, missão, livramento. É essa experiência de livramento que os santos dos últimos dias terão:

EGW Cantavam um “cântico novo” diante do trono — cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro — hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência — e nunca ninguém teve experiência semelhante. EF 268.4

Os dois lagares

Ap 19:13 Estava vestido de um manto salpicado de sangue

Repare que quando viaja sobre o cavalo, Jesus tem suas vestes salpicadas de sangue. Ele diz: sozinho pisei o lagar (Is 63:3). Ele pisou o lagar de Edom (v. 1). Edom se constitui dos descendentes de Esaú. Representa os adventistas que, qual Esaú, desprezam a herança espiritual. Esaú tinha a seu dispor as armas (força temporal, Gn 27:3), e fez aliança com mulheres pagãs (Gn 26:34). Eles são pisados, mortos (Is 14:25) na matança de Ezequiel 9; o juízo começa pela casa de Deus (1 Pe 4:17). Deus queima as sarças e abrolhos de sua plantação (Is 5:24, 10:17), os anjos eliminam primeiro o joio (Mt 13:30) e essas vagas serão posteriormente ocupados pelos convertidos da hora undécima (EF 182.2). 

EGW a mão do Senhor ainda está estendida para salvar, enquanto a porta é fechada para os que não querem entrar. EF 182.2

Sim, a graça se terminará primeiro para os adventistas, antes do alto clamor; os que tiverm muita luz.

Em Isaías 63, quando Jesus viaja com roupas salpicadas se sangue, já pisou (pretérito) o lagar de Edom. Mas o grande lagar da ira de Deus (Ap 14:20), Is 63:3 coloca no futuro: pisarei, esmagarei, será e também no verso 6. 

 

O segundo retorno de Cristo, acontece mais tarde, depois de terem caído os flagelos sobre os habitantes da terra. Repare que a sexta taça de Apocalipse 16, não é um flagelo propriamente dito, mas a preparação para o Armagedom. E na sétima taça, quando a graça geral termina, então cai flagelo no Oriente sobre Gogue e Cia. Então em seguida caem os outros cinco flagelos. Ezequiel 39:9 dá a entender que haverá sete antos entre os dois retornos de Jesus, mas quem sabe o tempo será abreviado (Mt 24:22). 

 

As trombetas no futuro

EGW Será travada a batalha do Armagedom. E nesse dia nenhum de nós deverá estar dormindo. Precisamos estar bem despertos, como as virgens prudentes, tendo azeite em nossas vasilhas com nossas lâmpadas. O poder do Espírito Santo deve estar sobre nós, e o Capitão do exército do Senhor estará à frente dos anjos do Céu para dirigir a batalha. Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra. ME3 426.1

 

Repare também que na descrição da quinta trombeta, é mencionado o selo de Deus (Ap 9:4). Isso indica cumprimento dessa trombeta no tempo do fim, pois o selamento se conclui imediatamente antes de se soltarem os ventos (Ap 7:1-3). No texto abaixo, EGW associa as trombetas com punição aos habitantes da Terra por sua iniquidade, evidentemente isso está no futuro.

EGW Tua mão direita, ó Deus, despedaçará Teus inimigos. Apocalipse 6 e 7 estão cheios de significado. Terríveis são os julgamentos de Deus revelados. Os sete anjos estavam diante de Deus para receber sua comissão. A eles foram dadas sete trombetas. O Senhor estava saindo para punir os habitantes da terra por sua iniquidade, e a terra deveria revelar seu sangue e não mais cobrir seus mortos. Dar a descrição no capítulo 6.  Quando as pragas de Deus vierem sobre a terra, granizo cairá sobre os ímpios, cerca do peso de um talento. Ms 59, 1895, par. 26-27.  15MR 219.2

Os paralelos com as sete taças, indicam a) ou que as trombetas são uma miniatura das pragas, com o fim de dar uma amostra do que ocorrerá, caso persistam no mal, b) ou será já simultâneo com as pragas. 1a trombeta, 1a praga, 2a trombeta, 2a praga, etc.

Cumprimento contemporâneo da abertura de todos os sete selos

EGW É por intermédio de alguém que é “irmão e companheiro na tribulação” que Cristo revela ao Seu povo o terrível conflito que deverão enfrentar antes de Sua segunda vinda. Antes de serem abertas perante eles as cenas de sua amarga luta, são lembrados de que outros crentes também beberam o cálice e foram batizados com o batismo. Aquele que susteve essas primeiras testemunhas da verdade não abandonará Seu povo no conflito final. CT 346.2

Em que parte do Apocalipse as pessoas são lembrados de que outros também beberam o cálice? Deveras das cartas às sete igrejas: Ap 2:3, 9, 10, 13. Então em seguia são abertas as cenas. A Sra. White poderia ter usado outra palavra como “expostas”, “reveladas”  mas diz “abertas” as cenas, o que é evidência de que se refere ao que vem depois das cartas, a saber, a abertura dos selos. Começemos com a abertura do quinto selo:

EGW Quando foi aberto o quinto selo, João, o revelador, contemplou em visão, debaixo do altar, o grupo dos que foram mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo. Depois disso ocorreram as cenas descritas no capítulo dezoito de Apocalipse, quando os fiéis e sinceros são chamados a sair de Babilônia. Ma 200.6

Portanto, aqui está dizendo que após o quinto selo, acontece o alto clamor. Faria então sentido dizer que os primeiros quatro selos se cumpriram lá na distante idade média? Ora, o que vem antes do alto clamor? É a matança de Ezequiel 9, que vimos acima, que se cumpre durante o cavalo amarelo, com a espada, fome, morte e feras da terra. Esses quatro juízos também aparecem em Ez 14:21 sobre o povo de Deus.    

Antes que venha o cavalo vermelho que “tira a paz da terra”, vem o cavaleiro branco (Ap 6:1-2), que em tempo de paz, lança as flechas da Palavra (Sl 64:3, Jr 9:8) de Deus com ajuda de um arco. Ele tem essa ferramenta que possibilita lançar as setas certeiras a grande distância, com eficiência. Ferramentas como Google Ads permitem exibir a mensagem de Deus a toda raça, tribo, língua e povo. 

EGW A verdade triunfará, mas quem de nós triunfará com a verdade? Carta 39, 1885.

EGW A verdade triunfará gloriosamente, e aqueles que a receberam porque Deus a revelou em Sua Palavra triunfarão com ela. 1888 170.4

EGW Revestida da armadura da justiça de Cristo, a igreja deve entrar em seu conflito final. “Formosa como a Lua, brilhante como o Sol, formidável como um exército com bandeiras” (Cânticos 6:10), deve ela ir a todo o mundo, vencendo e para vencer. PR 372.4

Então o cavalo vermelho (sangue) tira a paz da terra (Ap 6:4). Com um conflito como a terceira guerra mundial, o Senhor camufla a operação grande espada (matança de Ezequiel 9 só para os que estão no santuário). Ouve-se um ruído (grito dos pastores, Jr 25:36) do templo (Is 66:6). 

EGW Os piores inimigos que temos são os que procuram destruir a influência dos vigias sobre os muros de Sião. T5 294.3 Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. ME1 122.3

Apocalipse 6:5 e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. 6 E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.

Um denário era o salário de um dia de serviço (Mt 20:9). A colheita foi uma medida de trigo e três de cevada. Trigo e cevada, e deixar azeite e vinho para depois. A colheita dos grãos acontecia na primavera, a dos frutos (azeitona e uva) no outono. A festa das Primícias estava relacionada com a cevada, a festa do Pentecoste, com o trigo, celebrava a colheita do trigo. No Pentecoste apostólico, Atos 2, acontece uma grande a colheita de judeus. Judeus da Judeia e vindos de várias partes do mundo, a chamada diáspora. Portanto, é uma evidência apontando para o fato de trigo simbolizar judeus, e a cevada, um grão inferior, os gentios; a salvação é primeiro para os judeus e também para os gregos (Rm 1:16). Os judeus segundo a carne são comparados à oliveira natural, e os gentios, à oliveira brava, portanto inferior (Rm 11:17-21). Vemos que os judeus têm preferência no reino de Deus, se trata de uma cortesia especial por causa da promessas feitas aos patriarcas (Rm 11:28). Se assim for, muitos gentios vão se juntar aos judeus, a saber ¾ gentios, ¼ judeus segundo a carne. O azeite (santos que devem permanecer vivos) e o vinho (ímpios que devem permanecer vivos), serão preservados até o dia da colheita, não podem ser danificados nos próximos selos. O povo de Deus selado com o Espírito Santo (azeite) não será danificado no tempo do cavalo amarelo, a matança de Ezequiel 9. É só no segudo retorno de Jesus que ocorre a grande colheita e pisada do grande lagar, Ap 14:18-20. Repare que ainda não estamos no alto clamor aqui nesse terceiro selo. O alto clamor só acontece depois do quinto selo. 

Então acontece o sétimo selo (lançar do incensário, fim da graça), e há um terremoto (Ap 8:6). Após isso se abre o sexto selo: terremoto, estrelas caindo sobre a terra (saraivada), pessoas se escondendo nas cavernas diante do Cordeiro e do Pai (primeiro retorno de Jesus, Ap 6:12-17). EGW vê o sétimo selo antes do sexto em 20MR 197.5

A pedra de Daniel 2

Daniel 2:35 e a pedra que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.

EGW As profecias de Apocalipse dezoito logo se cumprirão. Durante a proclamação da mensagem do terceiro anjo, “outro anjo” descerá “do Céu”, tendo grande poder, e a Terra se iluminará “com a sua glória”. O Espírito do Senhor abençoará tão graciosamente os consagrados instrumentos humanos, que homens, mulheres e crianças abrirão os lábios em louvor e ações de graça, enchendo a Terra com o conhecimento de Deus e com Sua insuperável glória, como as águas cobrem o mar. Ma 219.6

Assim como as vagas do mar vêm sucessivamente, em ondas, da memsa forma, a primeira onda a encher a terra ocorre no alto clamor, e vai ter cumprimento pleno nos séculos da eternidade.

Daniel 2:45 Porquanto viste que do monte foi cortada a pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro,

Do monte foi cortada uma pedra. Filadélfia recebe um consolo, de que nunca vai ser removido do templo de Deus (Ap 3:12). Indício de que os que querem viver piedosamente em Cristo serão expulsos das sinagogas (Jo 16:2). E foi cortada sem mãos. Mãos representam o poder de autoridades (Dn 2:38, 3:15, 17) ou de leões (Dn 6:27, a palavra aramaica yad, mão é traduzida como domínio [dos leões]). Foi removida sem interferência do estado, mas a própria igreja efetuou a remoção.

Isaías 11:9-10 Não ferirão nem destruirão em todo o meu santo monte; porque a terra será cheia do conhecimento de Jeová, como as águas cobrem o mar. Naquele dia haverá uma raiz de Jessé, será posta por estandarte dos povos, à qual recorrerão os gentios; e seu repouso será glorioso.

EGW E sua fé foi fortalecida pela visão de gloriosas conquistas da parte da igreja de Deus, quando a Terra “se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. Isaías 11:9 (VA 137.1).

Esses serão os rumores do norte (Babilônia) que vão encher de raiva o rei no norte e cia (Dn 11:44), e vai sair com grande furor para batalhar o Armagedom. Então ele arma as suas tendas palacianas no santo monte. Dn 11:45, em desafio a Deus. 

Isaías 2:2-3 Acontecerá nos últimos dias que o monte da casa de Jeová será estabelecido no topo dos montes e será exaltado por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó, e ele nos ensinará os seus caminhos, e andaremos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra de Jeová.

Daniel 2:35 Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como o pó da debulha do trigo durante o verão, e o vento os levou, e nenhum lugar se achou para eles; e a pedra que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.

Roma papal têm em sua coleção os troféus dos outros reinos (Ap 13:1). Repreendendo o papado (a águia de 2 Esdras 11-12), são repreendidos todos os reinos. Além disso, pode ser que os governantes do passado ressuscitem para vergonha eterna (Dn 12:2)e sejam repreendidos em pessoa, esmiuçados pela pedra. 

 

O santo monte e as duas testemunhas

Em cada crise, Deus tem suscitado algum profeta para servir de orientação ao povo de Deus. Em 2 Esdras 13, esse profeta é o homem que sai do mar. Em 2 Esdras 11-12, é o leão que é expulso da floresta (paralelo com a pedra ser cortada da montanha. 

O homem sai do mar (escuridão denota ignorância, 2 Ed 13.52, cavalo preto). Ele é chamado de filho (2 Ed 13.32). Esse é o filho de Isaías 66:7 que é revelado ao mundo um pouco antes de aparecerem o trigo e cevada (judeus e gentios). Ele voa sobre uma grande montanha (2 Ed 13.6) e dali pronuncia julgamentos sobre os povos, assim como o fez o leão de 2Ed 11-12. 

Em certo sentido, as duas testemunhas de Apocalipse 11 representam o Antigo e Novo Testamentos que foram vencidos na Revolução Francesa, EGW o confirma. Mas ela também indica que essa cena vai se cumprir novamente no futuro:

EGW A igreja [dois ou três fieis, OA 350.2] verá ainda dias trabalhosos. Profetizará vestida de saco. Mas se bem que tenha de enfrentar heresias e perseguições, embora tenha de combater contra infiéis e apóstatas, pelo auxílio de Deus, ela ainda está esmagando a cabeça de Satanás. O Senhor terá um povo tão verdadeiro como o aço, de fé tão firme como o granito [pedra de Daniel 2]. Eles devem ser-Lhe testemunhas no mundo, instrumentos Seus para realizar uma obra especial, gloriosa, no tempo designado por Ele. T4 594.3

No Apocalipse, os mensageiros de Deus para o tempo do fim são as duas testemunhas, representando os outros fieis pelo mundo. Se trata do homem que sai do mar. No Antigo Testamento, o padrão geral é que apenas os homens são contados. Já no Novo, às vezes menciona que a contagem não incluiu mulheres. Por isso faria sentido que as duas testemunhas sejam um homem e uma mulher. Se for um casal, seria mais completo o cumprimento, pois ambos são uma só carne. Ver também Isaías 51:2. 

Outra evidência de que as duas testemunhas são profetas em carne e osso no fim dos tempos, é que no derramamento da terceira taça, o texto diz: 

Apocalipse 16:5-6 Justo és tu, ó Senhor, que és, que eras, e que serás; porque julgaste estas coisas; porque derramaram o sangue de santos e de profetas, e tu lhes tens dado sangue a beber; eles o merecem.

Tanto o homem que sai do mar como essas duas testemunhas de Apocalipse 11 repreendem a nações (2Ed 13.37 e Ap 11:10). Quando Moisés repreendeu a Faraó, visto que este permanecia obstinado, vieram pragas. Assim as repreensões desses dois ungidos são seguidos por pragas. Como Moisés, converterão água em sangue durante o derramamento da segunda e terceira taças. As pragas não serão universais (GC 628.2) e cairão por as duas testemunhas ferirem o local em questão com a vara de ferro que Jesus terá trazido no seu primeiro retorno. 

Agora considere a relação entre Filadélfia e as duas testemunhas com o cavaleiro vitorioso do primeiro selo: Tanto o cavaleiro como os vitoriosos de Filadélfia recebem coroa antes do retorno de Jesus (Ap 3:11 e 6:2). O Senhor diz a Filadélfia: a quem vencer far-lhe ei coluna (Ap 3:12). No templo de Salomão, havia duas colunas, cada uma tinha um nome (1Rs 7:21). Assim, as testemunhas são duas, e o cavaleiro sai “vencendo e para vencer”.

O templo de Ezequiel 40-48

2 Esdras 13.36 diz que “Sião virá e será mostrada a todos os homens”. Será a morada do Senhor, no Oriente, nesses anos entre Seus dois retornos. Ezequiel 38 e 39 (Armagedom) são seguidos por capítulos de descrição de um templo. Seria isso uma alegoria do templo celestial? Mas Ap 21:22 diz que no céu João não viu templo. Além disso, há sacrifício de animais, e Ez 44:21 contêm advertência para o sacerdote não tocar mortos. Mas Ap 21:4 diz que não haverá mais morte no céu. Ez 47:11 diz: “Os seus pântanos não sararão”. Poderia, após o milênio, lá na terra renovada, haver algum pântano que não sarará?

Mas voltando à questão dos sacrifícios de animais:

Daniel 9:27 diz de Jesus Cristo, o Messias: no meio da semana ele “fará cessar o sacrifício e a oblação”.

Poderiam animais ser oferecidos só no começo, para que os que recentemente foram ressuscitados, tenham uma transição didática? Tendo a pensar que não, pois em Is 66:3 diz: “Quem oferece uma ovelha como sacrifício é como quem mata um cachorro”.

Pode ser que esses sacrifícios serão oferecidos “em seus princípios” (1888, 871.1), pois o preceito foi derrubado, mas a profecia tem que se cumprir. Sacrifícios espirituais (1Pe 2:5), louvor (Sl 69:30-31), bezerros dos lábios (Os 14:2) e donativos (Fp 4:18). 

Eclesiástico 35.1-2 Aquele que guarda a lei traz ofertas suficientes; aquele que dá ouvidos ao mandamento oferece uma oferta pacífica. Aquele que paga uma boa recompensa oferece farinha fina; e quem dá esmola sacrifica louvor.

O monte santo, no plano original, era que fosse Jerusalém, mas essa falhou e matou o Filho de Deus.

EGW A cidade de Jerusalém não é mais um lugar sagrado. A maldição de Deus está sobre ele por causa da rejeição de Cristo, a crucificação do Filho unigênito de Deus. A mais negra mancha de culpa está sobre Jerusalém, e nunca mais será um lugar sagrado até que seja purificada pelo fogo purificador do céu. Quando esta terra amaldiçoada pelo pecado for purificada de toda mancha de pecado, Cristo estará novamente no Monte das Oliveiras; e à medida que Seus pés pousarem sobre ela, ela se dividirá e se tornará uma grande planície, preparada para a cidade de Deus. Lt 100, 1895, par. 21

Pedro chama o monte da transfiguração de monte santo (2Pe 1:18). Jesus disse a seus discípulos, ao sopé do monte da transfiguração: 

Marcos 11:23 Em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito.

Pode ser que o homem que sai do mar, manda esse monte ser transportado, por isso se vê ele “escavando” o monte (2Ed 13.6). Outro lugar que Jesus chamou de terra santa são os arredores de Jerusalém (Mt 24:15 e GC 25.4) O fato de ser santo não foi revogado no ano 34 com o fim da septuagésima semana, pois isso ocorreria no ano 66, no cerco de Céstio). Interessante que segundo Ron Wyatt, a arca da aliança está a poucas dezenas de metros para fora do muro de Jerusalém, no jardim da tumba. Pode ser que esse seja o lugar escolhido pelo Senhor para centralizar o monte santo e glorioso no fim dos tempos. 

Depois da descrição desse templo, temos, em Ezequiel 48, a repartição da terra para cada tribo. Mas não podemos perder de vista esse texto inspirado: 

EGW Deus prometeu a Abraão e a sua semente depois dele que teriam posses e terras, mas ainda assim seriam apenas estrangeiros e peregrinos. A herança e as terras destinadas não só a Abraão mas aos seus filhos não lhes serão dadas antes que a Terra seja purificada. Abraão receberá então o direito de posse de sua terra, suas possessões; e os filhos de Abraão receberão o direito de propriedade de suas posses. Cada um de nós deve sempre ter em mente que esta Terra não é nossa habitação, mas que teremos uma herança na Terra renovada. CT 82.6

Abaixo um kroki feito com base na descrição de Ezequiel 48 da repartição da terra entre as tribos de Jacó.

Finalizo esse capítulo com duas citações do Senhor:

EGW A Bíblia acumulou e juntou os seus tesouros para esta última geração. Todos os grandes acontecimentos e solenes realizações da história do Antigo Testamento estão se repetindo na Igreja nestes últimos dias. ME3 339.1

Mateus 11:25 Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.